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(quinta, 12/06/2008) Estreou no início desta semana a Mitsubishi FM, substituindo a programação da Scalla, que está nos 92,5 MHz. Mas que nome estranho para uma emissora. A parceria entre o grupo Bandeirantes de Rádio com a Mitsubishi Motors e a agência África deve acertar em cheio um público na faixa dos 30 anos. Ouvi um pouco na manhã de ontem e parece que funciona: um som contemporâneo e agradável, por enquanto, dominava os ouvidos na travessia da grande citi. (domingo, 08/06/2008) O povo tinha combinado de comer um fésti-fudi de comida mexicana. Super-sucesso-fésti-fudi, sabe, passei em frente e tava muito cheio. Não vi a gente que eu conheço; talvez já tivessem ido embora. Essa gente quer o que pode, sabe!? Eu não, um simples capiau, que só aprendeu a lavar pratos. E ler patos. Nada mais pra fazer, voltei prA Lôca. Resolver uns percalços. Ouvi de quem melhor tinha pra falar. "Ah, quero explorar um mundo que não tenha desumanidades, desigualdades, um mundo que eu não exista". E, só por hoje, resolvi meus problemas (meus, causados por outrem); observei, pois que não era qualidade já há tantos anos. E pedi perdão: mas não fui atendido. Vago, sozinho, nessa terra almada. (sábado, 31/05/2008) Um mês sem postagens. Mas não é o fim. (...) Inauguraram um shopping center novo na cidade, mas que é tão seletivo quanto qualquer outro. Trata-se do Cidade Jardim, parte de um empreendimento de - dizem - um bilhão e meio de reais. E eu fui lá ontem, pra trabalhar, num dia reservado exclusivamente para convidados e pessoas muito importantes ou que ao menos as julguem assim. Lojas luxuosas, corredores congelantes. E muitos ostentando um padrão de vida sem igual. Hora do almoço. Não há praça de alimentação, essa coisa mundana. Então, como os horários coincidem e os hábitos deixam a desejar, o povo comia batatas assadas recheadas no bandejão empoleirado nos bancos dos corredores - há uma Baked Potato Boutique, coisa fina, ali, talvez para o público jovem de luxo. Mas não é a idéia um lanche; ali no canto, perto duma Daslu, tem a Lanchonete da Cidade. Deve ser a única vez que vi tanta gente dita bonita - senhoras, senhores, moças esbeltas, rapazes atléticos, peruas, cocotas, frescos e até simples pessoas, todas elas reunidas se lambuzando com sanduíches com mostarda, quetechupe e molhos do gênero. No verso do cardápio estão os melhores pratos, um deles o salmão grelhado com salada paulista. Mas também tem arroz e outras carnes, é só pedir. E quando fizer chame pelo Ivan, será bem atendido - principalmente se o tratar com a educação necessária, em meio à agitação que tomou conta do local. Feito uma vez, será respeitado pelos outros, com certas credenciais e sem falsas modéstias.
(sexta, 25/04/2008) Hoje não foi um dia qualquer. Devo lembrar que, por enquanto, minha rotina está alterada por uma questão familiar. Mais um dia de buscar a sobrinha na escola e cada vez mais ela ganha meus ouvidos (eu gosto disso, nós até então fomos um pouco distantes). Descendo a rua perto de casa encontro um amigo voltando junto com a mãe; ele estava de férias do trabalho. Depois soube que outro camarada também entrou em férias. Os tempos mudam. Frente a isso resolvi adiantar as tarefas da casa e ir à tardezinha, onde o sol não é mais tão intenso e a brisa começa suave, a uma oficina onde ainda tem uns velhotes atuando. A pequena e longa - mas não tão próspera - empresa mudou de local, é bom saber. E ali estavam resistentes esmiuçando grãos de areia em campos de futebol ou desenrolando fios de macarrão para aplicar molho de fixação. Reencontrá-los, após o período irreparável da perdição, me faz carregar uma grande bagagem que realmente vale. Nos intervalos que estive ocupado digo que não é culpa minha, é o que eu sei. Há um longo tempo que não os vejo. E percebo que só envelheci. (quinta, 17/04/2008) Mais de um mês sem postagens e mais um monte de coisas acontecendo mundo afora. Como o caso da menina Isabella. Então você pergunta para mim: até tu?, quando vemos a quantidade de informação veiculada sobre as ocorrências que cercam a morte dela, percebemos que estamos diante de uma espécie de apresentação de privacidade vigiada, como aquela Casa dos Artistas ou o Big Brother Brasil. Algumas matérias beiram o alienismo; portanto, desliguemos a tevê, que estou aguardando a chegada de um título esgotado. (...) O tempo passou, mas este blogue continua. Passou a Comix Fest e não vou comentar por enquanto, já se foi o aniversário da Cris e eu não gostei - principalmente agora. Foi o aniversário de um velho amigo meu e ele também não gostou. Estou há mais de vinte dias em casa (de licença do trabalho, até que) por conta de uma inconveniência. Vou continuando. (quarta, 12/03/2008) Buuum. A citi está que quase não se aguenta mais. Foram registrados cento e quarenta e um quilômetros de lentidão em vinte e seis de fevereiro, às nove da manhã. E ontem, no mesmo horário, saltou para cento e oitenta e seis quilômetros. Não bastasse, por quarenta e dois minutos uma falha interrompeu a circulação do Metrô em parte da linha Azul, a tal norte-sul. Somos bons mesmo em números. Fora as alternativas e sugestões para - ao menos - tentar melhorar o trânsito na cidade, como o dito Rodoanel, expansão da malha metroviária e aproveitamento dos demais recursos de transporte público, como anda a nossa densidade demográfica? Eu me sinto apertado e tem fila grande demais até para ir ao banheiro. (...) Pelas meninas estudantes que espirram gasolina ou atacam com tesoura suas colegas de escola, nunca uma certa frase detestável teve tanto efeito. (...) Agora, Tim Maia Racional 3. Assim, é por pouco tempo. (terça, 11/03/2008) Chega de bagunça, já não basta à qual convivemos, não é? (..) Parece que cortaram meu acesso - seu e dos outros também - ao antigo livro de visitas que estava carregado no velho hpG. Engraçado manterem durante tanto tempo estes dados sem se darem conta. Deve ser muita conta. Portanto estão inacessíveis, a partir deste dia, os atalhos Escrevemos e Lemos que você sempre via ali naquele canto superior direito. Removi até mesmo o de endereço eletrônico - estou recebendo um monte de panfletos inúteis que me obrigam a desativar mais uma conta de e-mail. Talvez comece a usar aquele espaço como uma nuvem, para carregar alguma informação ou futilidade. E estas pequenas alterações fazem com que a Technr vá para a versão 4.2, há pouco mais de sete anos e cinco meses ininterruptos - isto é, sem essa de parar de fazer blogue e depois voltar e começar de novo com novas idéias e tudo mais deixar o passado para trás enfim seja bem vindo e aproveite para deixar um recado aqui embaixo do post. (terça, 04/03/2008) A MSI criou uma ventoinha curiosa, baseada na energia térmica, que faz girá-la quando o chipset da placa mãe aquece mais. (...) A décima quarta Fest Comix está chegando e como das últimas edições ocorrerá no mesmo espaço próximo da avenida Paulista e rua Augusta. Fácil para chegar e sair. Aproveito para escrever que o volume 33 dAs Obras Completas de Carl Barks continua nas bancas, exceto na Saraiva, que insiste em manter edições antigas: o distribuidor deve ter escolhido a megastore como um lugar para desocupar o estoque - mas, bem, vá até a loja na internet e lá estará. (domingo, 24/02/2008) Quinta-feira caiu o mundo em algumas regiões de São Paulo. Pois é, a gente não estava nem aí e só nos demos conta da gravidade quando foi a hora de cairmos fora. Mas isso também não foi tão ruim, pois tive a oportunidade de ver o mar de carros parados em alguns locais e o rio correndo como uma grande serpente na avenida do Estado, meia-noite para a sexta. Em tempo: o Expresso Tiradentes (Fura-Fila para muitos e Paulistão para ninguém), da região do Ipiranga ao centro, finalmente salvou o dia. Bem, ao menos por isso, salve Pitta. Literalmente, furei a fila. Rar rar rar. Numa metrópole que condensa seis milhões de veículos (carros, motos, ônibus, entre outros) e está próxima da saturação, parece mesmo que esta prática tomada pela malandragem barata - furar a fila - é a única solução realmente eficaz para, ao menos, diminuir o fluxo infernal que trava as grandes e principais vias da cidade. Não bastasse isso, aos finais de semana há os motoristas-de-final-de-semana, uma espécie em larga reprodução à medida em que mais carros são produzidos e vendidos, muito mais auto-escolas credenciam condutores e os largam à mercê, muitas vezes, das confusas e más sinalizações de trânsito - daí a importância e a preocupação sobre a lei de poluição visual. Atravessando uma avenida, uma muié quase me atropelou (parou o carro sobre a faixa de pedestres) para perguntar se podia... entrar naquela rua. Não, senhora, a conversão é proibida e não é porque está acompanhada de amigas que a vaca tem o direito de mugir, pois o sinal está liberado para pedestres. Bem, de nada adiantará custosos investimentos em transporte coletivo se atualmente todos querem dirigir, pela praticidade que convém, pelo conforto que oferece, pela necessidade, pelo estresse. (segunda, 18/02/2008) A guerra continua. (...) Bem, eu vi alguma notícia na tevê, depois li num jornal, que a produção de carros em dois mil e sete foi espetacular e que não faltará carro para ninguém neste ano. Pode ser, mas o sarcasmo grita mais alto e talvez faltará gente pra comprar carro. O que acontece e a gente extravasa ao volante? Dois acidentes ocorridos recentemente numa rua tranquila do bairro da Mooca e em um via movimentada Mogi das Cruzes têm um ponto em comum: os ocupantes eram jovens demais para morrer, saudáveis, espertos. Espertos demais para ignorar as leis vigentes de trânsito e para esquecer o risco de vida evidente. Suspeita-se que tais imprudências tenham relação com o consumo de álcool, oh, prazer desagradável - a juventude que hoje consome excessivamente mais cerveja (porque ainda é mais acessível) do que deveria futuramente terá problemas relacionados ao cérebro. Isto se nenhum acidente de trânsito ocorrer. (quarta, 06/02/2008) Acabou o Carnaval, o dinheiro, talvez a cerveja, mas o amor continua no ar. O último encontro na casa dos Ansos anunciou um novo casal e, bem que eu guardo, a indicação desta canção: I've got so much honey the bees envy me. I've got a sweeter song than the birds in the trees. Well, I guess you'll say what can make me feel this way? My girl. (sábado, 19/01/2008) Das tristezas talvez a mais insuportável seja a solidão. Por ela nos despimos, machucamo-nos e até morremos. Podemos nos enganar com os nossos dias, mas entorpecidos e inertes observamos a cadeira vazia, o lado plano da cama: apenas observamos. Da parte que nos resta - o que fica - é a saudade. As noites deixaram de ser nebulosas e as estrelas, brilhantes que são, despontam esperanças. (quarta, 02/01/2008) Certa vez ocorreu uma sessão onde estavam presentes o réu e a vítima, o inquisidor e três testemunhas. Estas acompanharam boa parte dos acontecimentos apresentados enquanto o inquisidor propôs soluções unilaterais, embora fosse óbvio que posteriormente haveria uma sobrecarga e uma sobretensão - porque não - de trabalhos em execução. Pois é, o réu e vítima são a mesma pessoa, que também assumiu o papel do juiz; portanto agora o inquisidor se transforma em um advogado. As três testemunhas permaceram assim, sem ação, porque só a elas é dado este direito, algo que o advogado assume, quando está ao lado da vítima - e não do réu e nem do juiz neste momento. Pareço-lhe confuso?, hoje o juiz se fez de vítima. E o advogado não estava mais lá para defendê-lo - comeu uma pizza, para terminar. Liquidei todos os meus débitos, nada mais devo a ninguém: estou livre. (segunda, 31/12/2007) ...que ano ruim foi dois mil e sete, hein? Pensando bem, a idéia não é ser diferente. Vou lutar / vou vencer / vou me aprumar / te esquecer / pois tudo vai mudar / tudo irá mudar / depende um pouco / do meu próprio esforço / e eu vou ser feliz. (sexta, 14/12/2007) Um dia após o outro. Esta é a diferença, a descoberta ou a evidência. (terça, 11/12/2007) Foi até ontem a chance de baixar o novo do Radiohead, In Rainbows. Mas você não terá dificuldades para encontrar um download na esquina mais próxima. (...) Da Marvel, programado pela Sega, Iron Man. |
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v.4.2